terça-feira, 25 de março de 2008

Entendendo um pouco sobre plecbenda

Em 1896, o físico-químico francês Henri Becquerel observou que os átomos de urânio se desintegram espontaneamente e emitem raios que enegrecem placas fotográficas. A descoberta de Becquerel não foi acidental. Resultou de suas pesquisas científicas.
Maria Sklodowska (Madame Curie), jovem estudante polonesa, obteve permissão para estudar os novos raios, no laboratório Becquerel, como tema para sua tese de doutoramento. Inicialmente, investigou todos os elementos conhecidos e provou que só o urânio e o tório eram radioativos. Em seguida, examinou muitos outros minerais e fez, então, uma surpreendente descberta. Achou um minério de urânio chamado plecbenda que era mais ativo que o urânio puro. "Com certeza cometi algum erro", pensou ela; e assim repetiu duas vezes as mesmas experiências. Finalmente, convenceu-se. A plecbenda era mais ativa. Mas, "nenhum elemento químico conhecido", raciocinou ela, "é mais ativo que o urânio, de modo que deve haver um novo elemento na plecbenda". Entusiasmada com a possibilidade, Maria resolveu extrair o novo elemento do minério.
O físico Pierre Curie, com quem se casara, pôs de lado as suas próprias pesquisas para ajudá-la e juntos começaram o longo trabalho. Trabalharam num quarto de depósito, onde a temperatura no inverno descia a 4ºC. Começando com uma tonelada de plecbenda, gradualmente separaram diferentes compostos químicos, examinaram cada um deles e puseram de lado os que não eram ativos. Após três longos anos, isolaram um décimo de grama de sal de radium. Verificaram, assim, que o radium era um milhão de vezes mais ativo do que o urânio. Segundo sua filha, Eve Curie, "ao mesmo tempo que uma jovem esposa tomava conta da casa, dava banho na filhinha, punha panelas no fogo, uma jovem física, no velho laboratório da Escola de Física, fazia a mais importante descoberta experimental da Ciência moderna".
Depois que os Currie extraíram a fração de grama de radium da tonelada de minério, Pierre Currie foi à Inglaterra pronunciar uma conferência e transportou o radium num bolso da calça. Alguns dias mais tarde, apareceu uma ferida em sua perna. A partir daí começou-se a ter cuidado com os elementos radioativos. Foi, talvez, a primeira vítima da radioatividade."
(Física na Escola Secundária, de Oswald H. Blockwoo, trad. de José Leite Lopes e Jayme Tiomno, p. 707 e s.)

Um comentário:

Larissa Capinzaiki Sojo disse...

hohoho não entendi bulhufas do que eu li, mais acho bacana criar um Blog Lu...as vezes não estamos beem, e expor nossas ideia/pensamos ajuda um pouco ^^'
BeeijinhOs Lindona da LalOta ;***